OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sábado, 12 de julho de 2014

A CONTINUIDADE INFINITA

"A objeção mais comum feita à teoria da reencarnação é a seguinte: ’Por que não nos recordamos de nossas vidas passadas?’ É verdade que, geralmente, não podemos nos lembrar de nenhum momento de nossas vidas passadas, porém, em tudo aquilo que fazemos, nosso passado pode ser claramente observado. Pode-se citar, como exemplos evidentes, as inclinações naturais de cada ser, suas características peculiares, que os levam a se tornar grandes músicos, artistas, matemáticos, etc., tão diversificadas que se torna impossível catalogá-las. Alguém pode dizer: ‘Se eu tivesse tido a oportunidade e me devotado a isso, poderia ter-me tornado tão grande quanto X’. Mas isso é verdade? Não. A grandeza de X desenvolveu-se por meio de inúmeras vidas, pelo exercício contínuo e persistente daquilo em que ele se distingue. Precisamos nos desfazer da noção de que tal superioridade constitui-se um ‘talento’ ou ‘dom’. Esses ‘dons’, na verdade, são o resultado de uma boa semeadura ao longo de muitas vidas, o fruto da colheita que, com o transcorrer do tempo, aquele semeadura produziu.

Não se trata de um simples traço de caráter, um maneirismo, mas toda uma história – muitas vezes uma história repleta de eventos e interesse absorvente – cujos primórdios encontram-se num tempo tão longínquo que o propósito de tentar descobri-los é vertiginoso. É esse conjunto de hábitos, maneirismos e peculiaridades de nossas naturezas, o qual conhecemos como ‘caráter’, que constitui nosso karma, o registro de todo o nosso passado, a fonte e a origem de todos os prazeres e sofrimentos que experienciamos. Assim, obtemos uma diversidade multiforme, embora cada pessoa possua um caráter que lhe é próprio, individual. E assim permanecerá até o fim, pois ninguém pode mudar sua natureza, embora continuemos a evoluir internamente." (...)

(Virginia Hanson e Rosemarie Stewart - Karma (A Lei da Harmomia) – Ed. Pensamento, Rio de Janeiro, 1991 - p. 94/95)


SILÊNCIO E CALMA (1ª PARTE)

"O silêncio ajuda, mas você não precisa dele para encontrar a calma. Mesmo se houver barulho por perto, você pode perceber a calma por baixo do ruído, do espaço em que surge o ruído. Esse é o espaço interior da percepção pura, da própria consciência.

Você pode se dar conta dessa percepção como um pano de fundo para tudo o que seus sentidos apreendem, para todos os seus pensamentos. Dar-se conta da percepção é o início da calma interior. Qualquer barulho perturbador pode ser tão útil quanto o silêncio. De que forma? Abolindo a sua resistência interior ao barulho, deixando-o ser como é. Essa aceitação também leva você ao reino da paz interior que é a calma.

Sempre que aceitar profundamente o momento como ele é - qualquer que seja a sua forma -, você experimenta a calma e fica em paz.

Preste atenção nos intervalos - o intervalo entre dois pensamentos, o curto e silencioso espaço entre as palavras e frases numa conversa, entre as notas de um piano ou de uma flauta ou o intervalo entre a inspiração e a expiração.

Quando você presta atenção nesses intervalos, a percepção de 'alguma coisa' se torna apenas percepção. Dentro de você surge a pura consciência desprovida de qualquer forma. Você deixa então de identificar-se com a forma.

A verdadeira inteligência atua silenciosamente. A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas são encontradas. (...)"

(Eckhart Tolle - O Poder do Silêncio - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2010 - p. 12/13)
www.esextante.com.br


sexta-feira, 11 de julho de 2014

AGRADAR A DEUS DEVE SER NOSSA MOTIVAÇÃO NA VIDA

"Palavras de devoção a Deus têm pouquíssimo significado no sentido último. A única maneira de expressarmos realmente o que sentimos por Deus é pelas nossas ações. Talvez isso explique por que a Bíblia diz que você conhecerá um homem por sua obra. Pouco importa se ninguém demonstrar apreço pelo que fazemos. Jamais devemos ficar descontentes, mesmo que, depois de um grande esforço para ser bom e fazer o bem, ninguém pareça se importar ou ficar agradecido. Estamos na Terra para trabalhar não para o homem, mas para Deus. Cada ato deve ser realizado como uma oferenda de devoção a ser depositada com reverência a Seus pés. É com Deus que temos a ver, a cada momento de nossa vida e em tudo que fazemos. Ele é a Força Viva que nos guia e sustenta. Só Ele está sempre conosco e consciente de cada pensamento nosso. Eis por que é importante que nossos pensamentos sejam sempre os mais sublimes e nobres. Nossa motivação deve ser para agradar-Lhe. Ao agradar a Deus, podemos esperar que nossa vida e nosso serviço também possam estar agradando a Seus filhos.

A incompreensão e a dor que dela decorre não se manifestam naqueles cujos corações são puros. O coração estará bem apenas se não perdermos de vista o Objetivo: Deus. O devoto não poderá se extraviar se ele se lembrar de seguir os passos que conduzem à Meta: constante anseio por Deus, que surge da prática de Sua presença e da conversa com Ele; meditação diárias, mesmo quando não há o desejo de meditar; e doação a Deus de sua vida e serviço, de todo o coração e com espírito de dedicação.

Deus não necessita de nós, mas nós necessitamos desesperadamente Dele. Necessitamos da Verdade. Precisamos nos apoderar da Realidade neste grande mar de irrealidade, agarrando-nos a essa balsa da Realidade até que alcancemos, com segurança, as praias da infinita e eterna percepção de Deus."

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 112/113)
http://www.omnisciencia.com.br/so-o-amor.html


A VERDADE É A EXATA CORRESPONDÊNCIA COM A REALIDADE (PARTE FINAL)

"(...) A sabedoria acumulada pela Índia, irmã mais velha das demais nações, é patrimônio de toda a humanidade. A verdade védica, como todas as verdades, pertence ao Senhor e não à Índia. Os rishis, cujas mentes eram receptáculos puros para receber as divinas profundezas dos Vedas, foram membros da raça humana, nascidos neste planeta e não em outro, para servir a toda a humanidade. Distinções de raça ou de nacionalidade não têm sentido no reino da verdade, onde a única qualificação é a capacidade espiritual para recebê-la.

Deus é amor. Seu plano para a criação só se pode basear no amor. Será que esse simples pensamento não oferece consolo ao coração humano, de preferência aos raciocínios eruditos? Todos os santos que penetraram o âmago da Realidade testemunharam que existe um plano universal divino e que ele é belo e cheio de alegria. Ao profeta Isaías, Deus revelou Suas intenções nestas palavras:
Assim será a palavra [Om criador] que sair de minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei. Porque com alegria saireis e em paz sereis guiados; os montes e as colinas, prorromperão em cânticos diante de vós e todas as árvores do campo baterão palmas. (Isaías 55:11-12)
'Com alegria saireis e em paz sereis guiados.' Os homens do atribulado século XX ouvem nostalgicamente esta promessa maravilhosa. A verdade total nela contida pode ser comprovada por todo devoto de Deus que se empenhe no esforço para recuperar sua herança divina."

(Paramahansa Yogananda - Autobiografia de um Iogue - Ed. Lotus do Saber, Rio de Janeiro, 2001 - p. 534/535)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

ENCONTRE A VERDADE EM SEU INTERIOR

"Nada é 'oculto' àquele que investiga seu interior encontrando no mais recôndito de sua alma, respostas para os mais intrigantes mistérios. Nenhum santo em nenhuma época ou religião encontrou qualquer verdade senão dentro de Si mesmo (Self ou Atman). Deus ou Espírito não está fora do homem. Os grandes santos, tais como Krishna, Shankara, Jesus ou Budha, afirmaram a existência do Reino de Deus dentro do homem.

Tais homens, renunciantes do mundo, do luxo ou da luxúria, da ganância e de tudo o que diz respeito às relatividades e subjetividades da vida mundana, vivem em plena comunhão com a Divindade. Sentem-se na concavidade de suas almas preenchendo-os como o vinho preenche o cálice até a borda. Cada vórtice de energia (chackra), como os sete candelabros de ouro em plena força, brilham como sóis de vida e força em sua potência. Caminham com o Espirito, percebendo-O em Sua graça e majestade. (...)

'Ébrios' de Deus, do mais doce néctar, vivem absortos n'Ele. Não há maior ventura que essa. Nem mesmo toda a riqueza do mundo, nem toda a fama, nem todo o bem mundano poderia equiparar-se a ser um 'Rei' no trono da suprema liberdade interior, um príncipe, ou príncipes da eternidade, filhos do Patrono do Universo. Tendo como teto as estrelas do céu, como alimento a energia vital oferecida profusamente das mãos do Dador da vida, não têm necessidade de nada, a não ser de Deus, Deus, Deus.

Tais homens-deuses, super-homens, 'riem-se' do mundo, porque não são eles os renunciantes. Os grandes renunciantes somo nós. (...) Nós renunciamos ao maior dos tesouros, a maior das felicidades: Deus. Porque não O conhecemos, não conhecemos a nós mesmos. O que sabemos a respeito do mundo e, de nós mesmos, é mera especulação e, frivolidades, relatividades, dualismos. A única realidade, a única permanente em todo o Cosmos é Ele, nada mais." (...)

(Alexandre Campelo - O Encantador de Pessoas - Chiado Editora - p. 312/314)