OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sábado, 2 de março de 2013

COMPAIXÃO, CHAVE PARA A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA


"Se quiser desenvolver a Consciência Crística, aprenda a ser compassivo. Quando um genuíno sentimento pelos outros surge em seu coração, você está começando a manifestar essa grande consciência. Quando fala mal dos outros, está longe da compaixão universal da Consciência Crística. Jesus disse: “Bendizei os que vos maldizem.” Ele praticou a misericórdia divina. Jesus lutou contra os que agiam errado, mas sem odiar ninguém, porque via Deus em todos. (...) Não macule seus próprios pensamentos e sua língua criticando os outros. Seja sincero com todos e, acima de tudo, seja sincero com você mesmo. Deus o observa. Você não pode enganá-Lo.

Deus é o sussurro no templo de sua consciência; é a luz da intuição. Você sabe quando está agindo errado; todo o seu ser lhe diz, e esse sentimento é a voz de Deus. Se você não O escuta, Ele fica calado. Mas quando você despertar de sua ilusão e quiser agir certo, Ele o guiará. Ele está sempre esperando a hora em que você voltará para Casa. Deus vê seus pensamentos e ações, bons e maus, mas isso nada significa para Ele. Você é seu filho do mesmo modo."

(Paramahansa Yogananda - A Eterna Busca do Homem – Self-Realization Fellowship – p. 328/329)


ASPECTO FÍSICO DO CASAMENTO


"Algumas pessoas pensam que a única forma de expressar afeto é através de relações sexuais. Isto não é verdade. Portanto discutirei agora um outro aspecto do casamento: o aspecto físico. Em muitos casos, conforme constatei assistindo aos conselhos dados pelo Mestre, o sucesso de um casamento depende de como esse aspecto é tratado. O Mestre ensinou moderação com ênfase no amor. Ele disse: “O amor humano no casamento não perdura a não ser que se expresse divinamente. Sem o poder magnético do amor divino, os casais deixam de se considerar e respeitar, e quando isto acontece o casamento é destruído. Encanto sexual, intelecto, dinheiro, cultura e magnetismo pessoal não bastam para que duas pessoas se mantenham felizes num casamento, se o amor divino estiver ausente. Todo homem ou mulher casada procura o amor perfeito em seu cônjuge, mas não o encontrará a não ser que ambos o exprimam em todas as suas motivações, atos e ambições na vida”.

Ele também disse: “O primeiro e o mais importante requisito para um casamento feliz é a união das almas”, ou seja semelhança de ideais e objetivos espirituais “acrescido de boa vontade para se atingir esta finalidade com estudo, esforço e autodisciplina”, incluindo a meditação. “O segundo requisito para um casamento feliz é a semelhança de interesses: intelectual, social, etc. O terceiro e último em importância, mas geralmente considerado primordial por pessoas pouco esclarecidas, é a atração física. Este vínculo perde rapidamente seu poder de atração, se os dois primeiros requisitos estiverem ausentes”. (...)

A alma está envolta em várias camadas à semelhança de uma lâmpada, que estaria coberta por várias cúpulas, uma superposta a outra. A cúpula externa e o corpo. Assim quando duas pessoas se encontram – ou voltando à nossa analogia, quando duas lâmpadas se encontram, o que se “toca” primeiro? As cúpulas externas. Talvez não seja uma ilustração muito adequada, mas serve aos nossos propósitos! Da mesma forma, no primeiro encontro entre duas pessoas, o primeiro atrativo é físico e emocional e a maioria das pessoas para aqui. Isto não é casamento. Para cumprir sua finalidade um matrimônio deve, acima de tudo, ser uma união em nível mais profundo, uma união de almas."

(O Casamento Espiritual - Coleção "A Arte de Viver" - Irmão Anandamoy  (discípulo de Paramahansa Yogananda) - Self-Realization Fellowship - p. 21/24)


sexta-feira, 1 de março de 2013

QUAL FORÇA VENCEU NA BATALHA COTIDIANA ENTRE O BEM E O MAL?


"Poucos homens chegam a se dar conta de que em seu reino há um permanente estado de guerra. Geralmente, só quando esse reino está quase completamente arrasado é que os homens percebem, indefesos, a triste ruína de sua vida. Os conflitos psicológicos por saúde, prosperidade, autocontrole e sabedoria têm de ser reiniciados todos os dias, para que o homem se adiante na direção da vitória, reconquistando, centímetro por centímetro, o território da alma ocupada pelos rebeldes da ignorância.

O iogue, o homem que está despertando, é confrontado não apenas com batalhas exteriores, travadas por todos os homens, mas também com o entrechoque interno entre as forças negativas da inquietude (que surgem de manas, ou consciência dos sentidos) e o poder positivo do desejo e do esforço para meditar (apoiado pela inteligência, buddhi), ao tentar estabelecer-se de novo no reino espiritual interior da alma; os centros sutis da vida e da consciência divina, na coluna vertebral e no cérebro.

Portanto, o Gita aponta, logo na primeira estrofe, a primordial necessidade que o homem tem de introspecção todas as noites, de modo que possa distinguir claramente que força – o bem ou o mal – venceu a batalha cotidiana. Para viver em harmonia com o plano de Deus, o homem precisa repetir para si próprio, todas as noites, a indagação sempre pertinente: “Reunidas no espaço sagrado do corpo – o campo das ações boas e más -, que fizeram minhas tendências opostas? Que lado, nesta guerra incessante, venceu hoje? Vamos, me diga: as más tendências corruptas, tentadoras, e as forças opostas da autodisciplina e do discernimento, que fizeram?"

(Paramahansa Yogananda – A Yoga do Bhagavad Gita – Self-Realization Fellowship - p. 22)


O DESEJO É A RAIZ DA INFELICIDADE


"Jamais devemos esquecer nossa meta. Devemos construir uma cerca em torno de nossas carências. Não devemos continuar a aumentá-las cada vez mais, pois isso finalmente trará infelicidade. Não digo, entretanto, que não devemos satisfazer necessidades básicas, que surgem de nossa relação com o mundo inteiro, ou tornarmo-nos sonhadores e idealistas ociosos, ignorando nosso próprio papel essencial na promoção do progresso humano.

Em suma: a dor resulta do desejo e também, indiretamente, do prazer, o qual se apresenta como um fogo-fátuo, atraindo as pessoas para o pântano das carências, que as tornam cada vez mais infelizes.

Vemos, assim, que o desejo é a raiz de toda infelicidade e surge do sentido de identificação do Eu com o corpo e a mente. Portanto, o que devemos fazer é eliminar o apego, banindo o sentido de identificação. Simplesmente romper o laço do apego e da identificação. Devemos representar nossos papéis no palco do mundo conforme assinalado pelo Grande Diretor, com toda a nossa mente, intelecto e corpo, porém mantendo-nos interiormente tão invulneráveis ou imperturbados pela consciência do prazer e da dor como fazem os atores no palco."

(Paramahansa Yogananda – A Ciência da Religião – Self-Realization Fellowship - p. 32/33)


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A SABEDORIA DE SERVIR


"Toda a natureza é um anelo de “servir”.

Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.

Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu; onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu; onde haja um trabalho e todos se esquivem, aceita-o tu.

Sê o que remove a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema.

Há a alegria de ser puro e a de ser justo, mas há, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.

Que triste seria o mundo se tudo se encontrasse feito, se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para se iniciar!

Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis.

É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.

Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos; há pequenos serviços que são bons serviços: adornar uma mesa, arrumar teus livros, pentear uma criança.

Aquele é o que critica; este é o que destrói: sê tu o que serve.

O servir não é faina de seres inferiores. Deus, que dá os frutos e a luz, serve. Seu nome é: “Aquele que serve”. Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta a cada dia: Serviste hoje? A quem? À árvore? A teu irmão? À tua mãe?."

(A Essência da Sabedoria – A Arte de Viver – p. 19/20 – In: Sabedoria Universal, Paulo Lotufo, São Paulo, 1970)