OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


domingo, 25 de novembro de 2012

AME A DEUS DE TODO O SEU CORAÇÃO...


“O maior mandamento dado ao homem é amar a Deus de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de toda a sua mente, e de toda a sua força, e, em segundo lugar, amar ao próximo com a si mesmo. Se você os seguir, tudo acontecerá da maneira natural e correta. Não basta ser apenas um moralista estrito. As pedras e as cabras não violam as leis morais; ainda assim elas não têm o conhecimento de Deus. Quando, porém, você ama a Deus com suficiente profundidade, mesmo que seja o maior dos pecadores, você será transformado e redimido. (...) 

Todos os profetas observam esses dois mandamentos principais. Amar a Deus de todo o seu coração significa amá-Lo com o amor que você sente pela pessoa que lhe é mais querida – com o amor da mãe ou do pai pelo filho, ou de quem ama pela pessoa amada. Dirija a Deus essa espécie de amor incondicional. Amar a Deus de toda a sua alma significa que você pode amá-Lo verdadeiramente quando, por meio da meditação profunda, reconhecer-se como alma – um filho de Deus feito à Sua imagem. Amar a Deus de toda a sua mente significa que quando estiver orando toda a sua atenção estará Nele, não distraída pelos pensamentos inquietos. Na meditação, pense apenas em Deus; não deixe a mente vagar por qualquer outra coisa, apenas Deus. Por isso a ioga é importante: capacita-o a concentrar-se. Quando, por meio da ioga, você retira a inquieta força vital dos nervos sensórios e se interioriza no pensamento de Deus, então você O está amando com toda a sua força – todo o seu ser está concentrado Nele.”

(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma – p. 48/49)


sábado, 24 de novembro de 2012

O QUE É DEUS?


“Deus é Bem-aventurança Eterna. Seu ser é amor, sabedoria e alegria. Ele é tanto impessoal quanto pessoal e Se manifesta no que quiser manifestar-Se, seja o que for, Ele aparece a Seus santos na forma que seja amada por cada um deles: um cristão vê Cristo, um hindu contempla Krishna ou a Mãe Divina, e assim por diante. Os devotos cuja adoração assume a forma impessoal tornam-se conscientes do Senhor como uma Lua infinita ou como o maravilhoso som de OM, o Verbo primordial, ou Espírito Santo. A experiência mais elevada que o homem pode ter é sentir essa Bem-aventurança na qual todos os outros aspectos da Divindade – amor, sabedoria, imortalidade – estão plenamente contidos. Como, porém, lhe posso transmitir em palavras a natureza de Deus? Ele é inefável, indescritível. Somente na meditação profunda é que vocês conhecerão a essência singular Dele.

Numerosas pessoas não pensam no Senhor como sendo pessoal; acham que uma concepção antropomórfica é limitadora. Consideram-No como o Espírito Impessoal, a Onipotência, a Força Inteligente responsável pelo universo.

Se, porém, nosso Criador fosse impessoal, como é que Ele teria criado os seres humanos? Nós somos pessoais, temos individualidade. Pensamos, sentimos, queremos, e Deus nos deu não apenas o poder de apreciar os pensamentos e os sentimentos dos outros, mas de reagir a eles. Certamente, o Senhor não está desprovido do espírito de reciprocidade que anima Suas próprias criaturas. Quando permitirmos, nosso Pai Celestial pode estabelecer e estabelecerá uma relação pessoal com cada um de nós.”

(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma – 74/75)


INGÊNUA PROTEÇÃO


“Pretendendo, ingênua e inutilmente, proteger seus filhos dos dissabores, das adversidades, dos amargores, das crises, que a vida, naturalmente, tem para dar, alguns pais se empenham em construir-lhes míticos e belos nirvanas artificiais, que não resistem aos assaltos dos vagalhões que se repetem.

Que piedosa traição lhes fazem.”

(Hermógenes – Mergulho na paz - P. 62)


SENHOR, PROTEGE AS CRIANÇAS


“Meu Deus.

Eu bem sei que em Tua Onisciência tudo sabes. Em Tua Justiça fazes o que é para ser feito.

Tu bem sabes que não peço, e não o faço porque sei que me dás o que preciso, dentro do que mereço. Mas, perdoa... Não resisto à tentação de pedir-Te pelas crianças de todo o mundo.

Elas são o futuro. Preserva-as de tudo que possa corrompê-las. Cerca-as com Tuas amorosas vibrações fazendo com que se desenvolvam na maior pureza, não obstante as impurezas que são lançadas em seus caminhos. Faz com que aprendam e, com o que vierem aprender, se tornem não somente bons e honrados profissionais, mas, principalmente, seres humanos harmoniosos, serenos, felizes e cheios de bondade, e, assim, venham a ser pais e esposos exemplares e cidadãos perfeitos. Alimenta as crianças com o mel de Teu Amor, sem o que não aprenderão a amar-Te, amando-Te no semelhante, mesmo naqueles que sejam adversários. Defende-as das guerras, da depravação, da massificação alienadora, de todas as misérias que os adultos pervertidos disseminam. Protege-as contra a poluição do ar, da terra, do mar, das almas. Que não lhes faltem pão, escola, ternura, teto, compreensão, esperança, ar para respirar, beleza para desfrutar, desafio para vencer... Dá-lhes Tua mão-guia a fim de que não se extraviem nos traiçoeiros atalhos fascinantes, nas seduções dos vícios. Dá-lhes tua mão-amparo contra a devastação crescente, de eficiência tecnológica, de sabor psicodélico. Permite que, quando se tornem adultos e envelheçam, ainda conservem algo de pureza infantil, de espontaneidade. Vacina-as contra a mais nefasta das doenças – o egoísmo. Ensina as crianças, meu Deus, a acharem felicidade plena no sorriso agradecido de quem elas vierem a ajudar.

Toma contigo as crianças de todo o mundo.

Amém.”

(Hermógenes – Mergulho na paz – p. 34/35)


A VIDA PARADOXAL DOS AVATARES



“Quando um avatar se aproxima da plenitude da sua realização – então anseia ele por um sofrimento voluntário. De tão liberto de todas as escravidões compulsórias, anseia ele por uma escravidão voluntária.

Quem é pouco livre não gosta de servir – quem é muito livre serve por amor.

Quando um avatar se aproxima do zênite da sua liberdade, desce ele ao nadir da servidão – por amor.

Por amor de quê?

Por amor não só de seus semelhantes ainda não libertos, mas por amor à própria autolibertação ulteriormente realizável.

Somente uma servidão voluntária levará o avatar a uma libertação maior.

O avatar não quer gozar um céu gozado – ele quer gozar um céu sofrido.

O zênite de gozar impele ao nadir do sofrer.

O avatar sabe que a vida não é uma meta final, mas uma jornada em perpétua evolução.

Para o iniciado, sofrimento não é infelicidade – a própria felicidade o impele ao sofrimento. A um sofrimento por amor à sua realização ultra-realizável.

O Cristo, que estava na glória de Deus, não julgou necessário aferrar-se a esta divina igualdade; esvaziou-se dos esplendores da Divindade e revestiu-se da roupagem humana; tornou-se homem, servo, vítima, crucificado; por isto, Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, de maneira que em nome do Cristo se dobram todos os joelhos, dos celestes, dos terrestres e dos infra-terrestres, e todos confessam que o Cristo é o Senhor.

O Cristo encarnado se tornou um super-Cristo depois de encarnado.

É essa estranha antidromia de todos os grandes espíritos: evolver mediante uma voluntária involução.

Quem quiser ser grande – faça-se pequeno.

Quem quiser subir – desça para subir mais alto.

Quem quiser viver eternamente – morra espontaneamente.”

(Huberto Rohden – De Alma para Alma – 167/168)