"O humor dissipa as nuvens de desespero e permite que a luz do sol da graça brilhe. As pessoas nada mais fazem do que se abrir a essa graça; o riso delas cria a abertura para que a graça entre em suas vidas. É uma grande benção receber a graça, mas como consegui-la? Como abrir caminho para a graça, quando por definição ela é um dom divino sem mérito? Como se pode ganhar algo que não pode ser ganho?
O segredo é que a graça não é algo a ser recebido, mas algo a ser descoberto dentro de cada um de nós. Cada pessoa viva possui uma semente de graça plantada dentro de si, uma semente que irá brotar e florescer com cuidado e alimento.
Como podemos alimentar esta misteriosa sementinha? Queremos alimentá-la a força, checar a cada dia para ver se já cresceu. Mas atenção é uma das coisas que a sufocam. A graça só pode crescer quando deixada só. Que dilema! Não podemos forçá-la; não podemos controlá-la; só podemos nos abrir àquilo que está à nossa volta e dentro de nós. Podemos deixar acontecer.
Uma dica sobre como isso pode acontecer é o fato de que o humor dá suporte à graça. Uma boa risada por dia certamente deve afastar o médico. Contudo, existem várias outras maneiras de se cultivar esse ilustrativo lírio de vida - silêncio, gratidão e serviço.
Consideremos primeiramente o silêncio. Nele há uma quietude que faz surgir conexões profundas com a fonte de toda vida e de toda alegria. Como diz a Bíblia, 'permanece em silêncio e sabe que eu sou Deus'. Sob o gentil cobertor do silêncio, nossa semente de graça finca fortes raízes e a flor desabrocha em direção ao sol. Contudo, manter o silêncio pode ser uma tarefa difícil. (...)"
(Betty Bland - Revista Sophia nº 46 - Pub. da Ed. Teosófica, Brasília - p. 06)
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